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domingo, 29 de agosto de 2010

Sagração Episcopal do Mons. Sebastião Duarte

Já está marcada para o dia 18 de Setembro às 19 horas na cidade de Carutapera-MA a Sagração episcopal do novo bispo da diocese de Viana, mons. Sebastião Lima Duarte.

Nomeado no dia 7 de julho pelo papa Bento XVI o vigário geral da diocese de Zé Doca (MA), monsenhor Sebastião Lima Duarte, de 46 anos nasceu em Carutapera, aos 03 de abril de 1964 e foi Ordenado Presbítero no dia 30 de novembro de 1991, em Carutapera, o primeiro padre da Diocese de Zé Doca.

Além de Pároco da Paróquia São Sebastião, em Carutapera lecionou no IESMA as disciplinas de Patrística e Historia da Igreja antiga. A posse será uma semana após a Solene Sagração, no dia 25 de setembro às 18 horas na praça da catedral Nossa Senhora da Conceição em Viana-MA. Mesma praça que o padre João Mohana se inspirou para escrever seu romance “O outro caminho”.

D. Reinaldo Punder com o Mons. Sebastião na Sagração do bispo de Brejo-MA

XXII Domingo do Tempo Comum: Um banquete para todos!

A liturgia deste domingo propõe-nos uma reflexão sobre alguns valores que acompanham o desafio do “Reino”: a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado. O Evangelho coloca-nos no ambiente de um banquete em casa de um fariseu. O enquadramento é o pretexto para Jesus falar do “banquete do Reino”.

A todos os que quiserem participar desse “banquete”, Ele recomenda a humildade; ao mesmo tempo, denuncia a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pelo reconhecimento, de superioridade em relação aos outros… Jesus sugere, também, que para o “banquete do Reino” todos os homens são convidados; e que a gratuidade e o amor desinteressado devem caracterizar as relações estabelecidas entre todos os participantes do “banquete”.


Na primeira leitura, um sábio dos inícios do séc. II a.C. Ben Sirac aconselha a humildade como caminho para ser agradável a Deus e aos homens, para ter êxito e ser feliz. É a reiteração da mensagem fundamental que a Palavra de Deus hoje nos apresenta.

A segunda leitura convida os crentes instalados numa fé cómoda e sem grandes exigências, a redescobrir a novidade e a exigência do cristianismo; insiste em que o encontro com Deus é uma experiência de comunhão, de proximidade, de amor, de intimidade, que dá sentido à caminhada do cristão. 

Hoje é dia do catequista! Parabéns!

Celebramos no último domingo do vocacional mês de agosto a vocação de nossos queridos e abnegados catequistas, que transmitem e aprofundam a fé aos nossos catecúmenos. A Etimologia de catequese nos reporta à Instrução, pois a palavra vem do grego, que significa fazer soar nos ouvidos, ensinar pela palavra que se escuta.
Assim era no início das comunidades cristãs: a pregação oral. O método relembra as escolas rabínicas, onde os catequizandos aprendiam pela memorização do que ouviam na exposição oral dos mestres. Repetiam-se as palavras, até mesmo frase por frase, expressão por expressão. A tradição oral e o testemunho fazem parte de nossa maneira de “passar a fé”. Isso sempre virá antes dos atuais métodos, tanto em forma de livros como com os modernos meios digitais.
Faz parte desta missão anunciar o querigma em voz alta e partilhar a exposição inicial e completa do mistério cristão – a salvação em Jesus Cristo – levando as pessoas até a maturidade cristã. Porém, é também um processo no caminho do conhecimento de Deus, mas que visa à santificação e a espiritualidade do catequizando.
Neste processo está o catequista, que explicita a nossa possibilidade de nos relacionarmos com Deus no tempo que se chama hoje, mas que se projeta para o futuro e para a eternidade. Por isso é um projeto escatológico.
Já nos diz Puebla (cf. n. 351): catequizar é comunicar Jesus Cristo no Espírito Santo para poder transformar o homem por dentro, de modo que a Palavra tenha eficácia histórica, na sociedade e no cosmos. O grande desafio atual é que, após o primeiro anúncio, tenhamos pessoas que, acolhendo o chamado do Senhor, sentem-se animadas e entusiasmadas a aprofundar a fé, tornando-se testemunhas do Cristo Ressuscitado hoje. O catequista nos apresenta a Boa Notícia, a boa nova, que é Jesus Cristo, presente na mensagem salvífica de Seu Evangelho.
A catequese não pode ser simplesmente uma aula sobre Deus (daí a diferença do Ensino Religioso nas escolas) e sim a passagem da fé ao outro, que aceita caminhar regido por Jesus Cristo. De outra forma é apenas conhecimento de uma religião, no máximo. Catequizar não é simplesmente ensinar, muito embora tenha no seu bojo o sentido da educação e da formação, e sim anúncio e aprofundamento da fé.
A catequese esclarece o que é revelado pelo Senhor e o que nos é transmitido pela Mãe Igreja, mais que opiniões de teólogos, e por isso nos motiva a aprofundarmos em Deus para que este crer tenha consequências na nossa vida. A catequese é carregada de vitalidade e de profundidade.
Daí podemos com certeza afirmar a fundamental e importante missão do catequista no seio da Igreja. Contribuir para o conhecimento da pessoa de Jesus é algo que vai além de uma simples transmissão de conhecimentos: é trazer a salvação redentora de Jesus para aquela pessoa. A Catequese é uma atividade necessária para um conhecimento mais profundo da pessoa e da mensagem salvadora de Jesus Cristo.
Assim, o ministério do catequista não deve estar circunscrito apenas na iniciação das crianças, pois a sua missão é muito mais ampla: deve abranger todas as etapas da vida das pessoas que precisam continuar no processo de encontro com Jesus.
Daí que hoje, além da Iniciação Cristã, tão fundamental na caminhada catequética da Igreja, podemos também falar na catequese ao matrimônio, aos jovens e adolescentes, na catequese crismal, e na catequese dos adultos. Ou mesmo podemos falar em catequeses mais específicas que podem existir dentro das pastorais: como a dos encarcerados, dos doentes, e muitas outras situações e outras formas de abordagem da realidade das pessoas que precisam da mensagem de Jesus.
Ressalte-se que há hoje uma grande preocupação da Igreja com a catequese dos adultos, e isso em virtude da crise em torno da fé e da constatação de que a maioria não teve acesso a um aprofundamento da fé cristã. A atual negação dos valores religiosos é apenas uma etapa, que vai até mesmo à aceitação de algumas crenças não cristãs. A questão aqui é a própria identidade cristã, ou melhor, o que o cristianismo toca na vida das pessoas e as faz caminhar de uma maneira nova.
Pela ação dos catequistas, a Igreja é viva e ativa, e, por eles, quer espalhar a Palavra de Deus. Por eles, a Igreja nos diz: não basta saber, temos que acreditar. Acreditar e estar convencido do amor de Deus por nós.
O catequista é um evangelizador, é um missionário, levando as pessoas a um encontro com o Cristo e aprofundando a vida cristã com todas as consequências do crer. Pela ação do catequista pretende-se aprofundar, após o despertar no outro a maravilha, a admiração, a atração para Deus.
Neste dia, com toda a Igreja em ação de graças, rendemos muitas graças a Deus pelos catequistas, sobretudo por aqueles que trabalham em meio a grandes dificuldades de ambiente social. Somos agradecidos pelo empenho de tantos, homens e mulheres, a quem são confiados a transmissão e aprofundamento das consequências do Evangelho.
A catequese é sempre um dom de Deus! Que Deus os abençoe e que a eficácia de sua missão seja sempre fruto do Espírito Santo, mediada por Maria, a estrela da Evangelização.
Dom Orani João Tempesta
Fonte: CNBB Nacional

Show de Eliana Ribeiro em São Luis

O Multicenter Sebrae nesta noite de sábado dia 28, recebeu várias pessoas que prestigiaram mais um Show Católico com a cantora Eliana Ribeiro da Canção nova. Promovido pela Fundação Dom José Medeiros Delgado em parceria com o Programa totalmente católico: Clay Viana. O evento teve inicio por volta da 21 horas com orações e animação de Clay Viana e sua banda. Os instrumentistas da Cantora fizeram também uma prévia deixando o público entusiasmado.

Biografia:

Nascida em fevereiro de 1977, na cidade de Vitória - ES. Eliana Ribeiro Morais de Oliveira participa da Comunidade Canção Nova desde 1999. Antes de participar da Comunidade a cantora estudava Química e dava aulas num cursinho pré-vestibular. Mas desde os 18 anos já se dedicava a música nos grupos de oração.

Segundo Eliana sua conversão se deu durante um encontro de jovens: “Ali tive uma forte experiência do amor de Deus em minha vida. A partir de então comecei a dar passos de conversão pois era uma adolescente rebelde, envolvida com drogas, bebida, namoros, depressão e desejos de morte. Comecei a me empenhar e buscar confissão, eucaristia, mortificações e oração da comunidade e do terço, pois sabia que assim Jesus continuaria me libertando.”

Atualmente Eliana está esperando um filho no seu segundo mês de gestação e continua evangelizando através da música pela qual se espera uma profunda experiência do amor de Deus.




  

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Novo bispo de Brejo é ordenado em Arari

Aconteceu neste sábado 21, a ordenação episcopal de Dom Valdeci dosSantos Mendes, novo bispo da Diocese de Brejo. Centenas de fiéis das doze dioceses do regional lotaram a Praça da Paróquia Nossa Senhora da Graça para celebrar com a Igreja local este momento fé.
Ordenado presbítero em 11 de dezembro de 1994, pe. Valdeci trabalhou como pároco nas cidades de São Mateus e Alto Alegre do Maranhão e em 2005 foi transferido para a cidade de Arari, onde desenvolveu um grande trabalho junto às comunidades eclesiais de base, conquistando com seu jeito simples de ser o carinho e respeito da população local e de toda vizinhança. Em 05 de maio deste ano de 2010 o Papa Bento XVI o nomeou bispo da Diocese de Brejo em substituição a dom Valter Carrijo que completara 75 anos tornando-se assim bispo emérito, conforme o código de direito canônico.
Ao ser recebido pelo povo com uma calorosa salva de palmas comodemonstração de carinho e agradecimento por seu retorno após tratamento de saúde na Alemanha, dom Reinaldo Pünder, bispo de Coroatá e principal ordenante saudou a todos com estas palavras: “ainda não venci, mas estou lutando”. Dom Xavier Gilles e dom Valter Carrijo completaram o grupo dos três bispos ordenantes. Concelebraram com estes, os demais bispos das dioceses do regional nordeste 5 e convidados do Piauí além de dom Adalberto, bispo auxiliar emérito de Fortaleza e ex bispo da diocese de Viana e um grande número de presbíteros.
“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” é o tema escolhido por Dom Valdeci dos Santos Mendes para viver e orientar sua nova missão que será assumida no próximo sábado 28 de agosto às 17h na celebração de acolhida e compromisso na catedral de Brejo sua nova casa de pastoreio.


Fonte: CNBB NE 5
Aconteceu nos dias 14 e 15 de agosto na cidade de Pinheiro a VII Romaria da Juventude, promovida pela Pastoral da Juventude do Regional Nordeste V e teve como propósito reviver os vinte e cinco anos de caminhada da Pastoral da Juventude no Maranhão.
Durante toda a noite, os jovens das doze dioceses entoaram cânticos, encenaram coreografias, e através de manifestações de alegria marcaram a VII Romaria da Juventude no Maranhão, revivendo, a caminhada de vinte e cinco anos de história da Pastoral da Juventude no Maranhão.
Dom Vilson, bispo responsável pelo setor juventude do Regional NE V presidiu a celebração Eucarística concelebrada por dom José Belisário da Silva, Arcebispo de São Luis; dom Ricardo Punder, bispo de Pinheiro; dom Xavier Gilles, presidente do Regional NE V e dom Armando Gutierrez, bispo de Bacabal e, diversos padres do Regional.
Em sua homilia destacou com grande alegria e entusiasmo que a romaria da juventude no Maranhão é a maior de todo o Brasil, pois ela consegue movimentar os jovens de todo o Estado, que cantam, louvam e não se calam diante das injustiças.
Enfatizou também a caminhada da Pastoral da juventude, no Regional, bem como a feliz realização da primeira Romaria da Juventude na cidade de Pindaré – Mirim – diocese de Viana – no ano de 1992, por ocasião da campanha da Fraternidade que tinha como tema: Juventude caminho aberto.

Após a celebração da Eucaristia, houve apresentação por diocese. Cada diocese enfatizou como viveu esses vinte e cinco anos de caminhada. Sendo riquíssima a apresentação das mesmas.

Na manhã do dia 15 (domingo) iniciou-se a caminhada por volta das seis horas, percorrendo as principais ruas da cidade, com bênção e envio as nove horas na catedral de santo Inácio de Loyola e retorno para as devidas dioceses.

Plebiscito pelo limite da propriedade da terra

CNBB envia carta aos bispos sobre o Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma carta a todos os bispos do país, esclarecendo a posição da entidade em relação aoPlebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil. O Plebiscito está marcado para o dia 7 de setembro, quando ocorre também o Grito dos Excluídos.
A notícia é do Boletim da CNBB, 20-08-2010.
Na carta, a Presidência afirma que a iniciativa do Plebiscito não é da CNBB, mas doFórum Nacional pela Reforma Agrária (FNRA). “A proposta do Plebiscito tem origem no Fórum Nacional pela Reforma Agrária e foi assumida como gesto concreto das Igrejas que realizaram a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010(Texto Base, n. 120). Não é, portanto, de iniciativa da CNBB, nem se realiza sob sua responsabilidade”, diz a carta. “Não é, portanto, de iniciativa da CNBB, nem se realiza sob sua responsabilidade”, frisa a carta.
A Presidência da CNBB lembra que as pastorais sociais estão dando apoio à realização do Plebiscito, explicitado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz e que caba a cada bispo dar as orientações sobre o Plebiscito em suas respectivas dioceses. “Entendemos que esse gesto está em sintonia com as orientações da CNBB sobre as questões da terra. Nas Igrejas Particulares, os Senhores Bispos darão as orientações que julgarem convenientes”.
Na carta, a CNBB recorda que a Igreja defende todas as “questões de justiça social que visam melhorar as condições de vida dos cidadãos brasileiros [...]”. A questão fundiária é uma dessas bandeiras. “Um dos problemas que interpelam a ação evangelizadora da Igreja no Brasil é a questão fundiária”.



Eis a íntegra da carta

Plebiscito de iniciativa popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil
Carta aos Bispos
Brasília – DF, 19 de agosto de 2010
Caro irmão no episcopado
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – tem se preocupado, ao longo da sua história, com as questões de justiça social que visam melhorar as condições de vida dos cidadãos brasileiros, especialmente dos pobres. Um dos problemas que interpelam a ação evangelizadora da Igreja no Brasil é a questão fundiária.
Por diversas vezes, os bispos brasileiros, à luz do Evangelho, do Ensino Social da Igreja e da opção pelos pobres, têm se pronunciado sobre a questão agrária, conscientes das injustiças que se cometem no campo pela concentração da terra e exploração do trabalho, entre outras causas. Dentre as orientações emanadas sobre essa questão, destacamos o recente Estudo n. 92 da CNBB, Igreja e Questão Agrária no Início do Século XXI (2010).
“O ensino social da Igreja denuncia também as insuportáveis injustiças provocadas pelas formas de apropriação indevida da terra” (cf. Pontifício Conselho “Justiça e Paz”, Para uma Melhor Distribuição da Terra – O desafio da reforma agrária, 1997, n. 33). Entendemos que “a reforma agrária representa não só um instrumento de justiça distributiva e de crescimento econômico, mas também um ato de grande sabedoria política. Ela constitui a única resposta concretamente eficaz e possível, a resposta da lei ao problema da ocupação das terras” (ibidem n. 44).



A proposta do Plebiscito de iniciativa popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil em defesa da Reforma Agrária e da Soberania Territorial e Alimentar, a ser realizado no início do mês de setembro do presente ano, está em sintonia com o ensinamento da Igreja, que afirma ser o “latifúndio intrinsecamente ilegítimo” (op. cit. 32). A proposta do Plebiscito tem origem no Fórum Nacional pela Reforma Agrária e foi assumida como gesto concreto das Igrejas que realizaram aCampanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (Texto Base, n. 120). Não é, portanto, de iniciativa da CNBB, nem se realiza sob sua responsabilidade.
Contudo, as pastorais sociais estão dando apoio à realização do Plebiscito, explicitado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. Entendemos que esse gesto está em sintonia com as orientações da CNBB sobre as questões da terra. Nas Igrejas Particulares, os Senhores Bispos darão as orientações que julgarem convenientes.
Na fraternidade episcopal,

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB 
Dom José Alberto Moura, CSS
Arcebispo de Montes Claros – MG
Vice-Presidente da CNBB - Ad hoc
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Disponivel em http://www.ihu.unisinos.br/index.php.
Data da pesquisa: 20 de agosto de 2010

A esperança não morre


Agosto é mês vocacional. O tema deste ano é: “Há esperança no Caminho”. O lema: “Ardia nosso coração quando Ele nos falava no Caminho”. (cf. Lc 24,13-35). Desde o final do pontificado de João Paulo II o texto de Lucas, que narra a experiência dos discípulos de Emaus, tem voltado sempre de novo em documentos da Igreja. O documento de Aparecida termina com a prece inspirada de Bento XVI: “Fica conosco, Senhor”(DAp  554). A esperança é a virtude do caminho, tanto mais forte quanto mais o caminho se torna difícil.
Na oração do Santo Padre, há um trecho que nos chama a atenção de forma especial. Ei-lo: “Fica conosco, Senhor, porque ao redor de nós as sombras vão se tornando mais densas, e tu és a Luz; em nossos corações se insinua a desesperança, e tu os fazes arder com a certeza da Páscoa. Estamos cansados do caminho, mas tu nos confortas na Fração do Pão para anunciar a nossos irmãos que na verdade tu ressuscitaste e que deste a missão de ser testemunhas de tua ressurreição”.
Neste mês vocacional somos todos convidados a renovar nossa fé na presença do Senhor no caminho. Cada um de nós, chamado por Cristo, faz um dia a experiência dolorosa dos discípulos de Emaus.  Alguma vez - ou muitas, não sei - murmuramos a sensação de que tudo não passou de um sonho: “nós esperávamos...”, esperávamos tanto, planejamos com todo o cuidado e queríamos o sucesso, sonhamos com dias luminosos e frutos abundantes de nosso trabalho, e, no entanto... Uma coisa foi importante na história daqueles dois discípulos: conversavam enquanto caminhavam. Falavam de suas esperanças desfeitas, Afinal eles tinham crido em Jesus e nele apostaram tudo. Trocavam, com olhos tristes e com os rostos cobertos de sombra, a amargura de seu desencanto e se deixaram interpelar por um desconhecido: “Que palavras são essas que trocais enquanto ides caminhando?”. “E eles pararam, com o rosto sombrio”.
A presença de um terceiro lhes interrompe aquela conversação triste e os arranca do círculo vicioso do vazio sem fundo.  Pararam, e se podia ver a sombra que cobria seus rostos. Mas olharam para o forasteiro que se aproximava. Por um instante saíram de si e ousaram partilhar com ele sua dor. Estabeleceu-se o diálogo salvador.  Não tiveram medo de abrir o próprio coração para o desconhecido que, só ele, não sabia da tragédia que se abatera sobre Jerusalém. O desconhecido foi lhes passando o fogo que trazia em seu próprio coração com palavras quentes de infinito amor e eles, de dentro de sua noite, como quem pressentia um lindo amanhecer, não se contiveram: “fica conosco, Senhor”.  E o forasteiro ficou.
Foi no gesto de abençoar e partir o pão que o reconheceram: “é Jesus!”. Quando partiu o pão e estendeu suas mãos, entregando a um e outro o pão partido, Jesus ficou invisível diante deles, restando-lhes nas mãos o pedaço de pão. É que naquele pedaço de pão Jesus se doou inteiramente ao ponto de desaparecer de diante de seus olhos para estar no pão partido. E o coração deles, que ardia quando ele lhes explicava as Escrituras, acabou de se incendiar pela sua presença agora definitivamente plantada em suas almas. Voltaram a Jerusalém, reuniram-se aos outros. Seus rostos estavam iluminados. A noite tinha passado. A esperança virou certeza. A alegria de estar com os outros e trocar agora palavras de esperança e proclamar a verdade voltou.
Irmão(ã), você foi chamado(a) para seguir Jesus. No caminho aceite sua companhia, escute sua palavra, e coma do pão que Ele parte. Partilhe com os irmãos de caminhada suas alegrias e também suas dores, pois: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”(Mt 18, 20). Como são importantes nossas reuniões, momentos preciosos de encontro com o Senhor!

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Fonte: Site da CNBB Nacional